Os depósitos de patentes de empresas e pesquisadores brasileiros no exterior pelo sistema internacional do Tratado de Cooperação em Patentes (PCT, na sigla em inglês) aumentaram 22,6% em três anos, segundo dados do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Os registros saltaram de 398 em 2007, para 488 em 2010, mas o avanço provavelmente é maior, disse o presidente do INPI, Jorge Ávila. Isso porque o PCT, que ainda não exibe dados de 2011, leva até 30 meses para consignar os pedidos.
O desempenho do Brasil ainda é modesto na comparação com países desenvolvidos como os Estados Unidos (34,8 mil registros em 2010) e emergentes como a China (11,4 mil em 2010). Mas ganha de latino-americanos como Chile (79) e Argentina (18), que não integram o PCT.
Os depósitos de brasileiros feitos diretamente nos Estados Unidos aumentaram 51,4% no mesmo período, somando 568 em 2010. Já no escritório europeu de patentes, os registros brasileiros cresceram 18%, somando 520 no ano retrasado. No Japão, o volume é mais modesto, mas os 82 pedidos de 2010 representam alta de 12,3% ante 2007.
Entre janeiro e o início de dezembro de 2011, o INPI recebeu 30.088 pedidos de patentes, alta de 7,2% em relação a 2010. Atualmente, o processo de concessão de patentes do INPI dura entre seis e oito anos. Com o aumento do número de examinadores, Ávila espera reduzir o prazo em dois anos e meio já em 2012.
(Com informações de O Estado de São Paulo)








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