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Funcionários da Finep estão em greve desde o dia 11 de janeiro


Os funcionários da Finep declararam greve. Desde o último dia 11 eles estão parados, segundo informa a Agência Brasil. De acordo o diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Ronald Carvalhosa, ouvido pela reportagem, a greve é um repúdio à postura do presidente da Finep, Glauco Arbix, que retirou da negociação propostas apresentadas anteriormente pela empresa e já acordadas com a categoria. A Financiadora divulgou no dia 13 uma carta de esclarecimento relacionada aos pontos abordados pela reportagem da Agência Brasil, refutando as informações dadas pelo Sindicato.

Carvalhosa disse que o impasse se estende desde outubro do ano passado e afeta cerca de 600 funcionários da Finep. Segundo ele, há falta boa vontade da direção da empresa para resolver a situação. “O grande problema é que a empresa colocou uma proposta na mesa e depois retirou”, disse à Agência Brasil.

No momento, estão sendo feitas gestões no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e no Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (DEST), do Ministério do Planejamento para resolver o impasse.

Os compromissos assumidos na mesa de negociação, de acordo com o sindicalista, garantiam incorporação da Gratificação Especial Temporária (GET) para os servidores de nível médio da Finep, reajuste de 9% e adicional de 6%. Ronald Carvalhosa explicou que isso somava um piso total de R$ 2 mil para essa faixa de funcionários, para uma jornada de oito horas diárias de trabalho.

Ele destacou ainda que o piso para os trabalhadores de nível médio do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal é R$ 1.728 e do setor privado em torno de R$ 1.400, mas se referem a jornadas de seis horas. “Esse piso [da Finep] não é nenhum absurdo”, declarou.

Para os funcionários de nível superior da Finep já está acordado reajuste de 9%. Eles reivindicam equiparação da participação nos lucros e resultados (PLR) à da categoria bancária; pagamento do abono de fim de ano, tradicional na empresa, e que não ocorreu em 2011; avanços na questão da isonomia entre servidores novos e antigos e proporcionalidade no custeio do plano de saúde que, no ano passado, teve reajuste médio de 70%.

Diante das reportagens da Agência Brasil sobre o assunto, a área de comunicação da Finep divulgou o primeiro comunicado sobre a greve no mesmo dia 13. Nesse comunicado, a diretoria da Finep diz que cumpre o estabelecido pela Convenção Coletiva de Trabalho dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (CCT) 2011/2012, e esclarece que o reajuste salarial de 9% foi pago, como estabelecido pela CCT, com a concordância dos representantes dos trabalhadores na mesa de negociação.

A agência também conta que, com autorização do DEST, apresentou no dia 12 uma proposta que eleva a participação nos PLR. Este novo valor equivaleria a 95% do máximo estabelecido na CCT. A concessão está vinculada ao encerramento da greve.

A Finep diz que atingiu seu limite legal de participação no custeio (Resolução nº 9 / CCE, de 8 de outubro de 1996, artigo 1º) no que se refere à proporcionalidade no plano de saúde. A agência está discutindo melhorias significativas em sua saúde coletiva e nomeou uma Comissão Interna de Saúde, com representação dos trabalhadores, que começa a trabalhar já na próxima semana. Por fim, diz que o DEST não autorizou a Financiadora a conceder abono salarial e a direção da empresa não tomará nenhuma decisão que contrarie orientações de governo.

(Com informações da Agência Brasil e da Finep)




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