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Glauco Arbix alerta para perda de autonomia da Finep


Em entrevista na qual faz um balanço de seu primeiro ano à frente da Finep, concedida para a assessoria de comunicação do órgão, o presidente da agência, Glauco Arbix, destacou que a Financiadora ampliou o volume de recursos que opera, mas perdeu autonomia na decisão sobre os aportes de recursos. Ele se mostrou otimista com as negociações para a transformação da Finep em instituição financeira e falou das mudanças para o aperfeiçoamento institucional, qualificação e reforço no orçamento, entre outras medidas que pretende adotar para fortalecer a agência.

Arbix explicou algumas das dificuldades enfrentadas hoje pela Finep e que espera mudar quando for autorizada a se transformar em uma agência de fomento. Além de não ser supervisionada atualmente pelo Banco Central, “atualmente a Finep não está estruturada como instituição apta a receber recursos do Tesouro sem que isso gere impacto no superávit primário e sem enfrentar obstáculos legais para trabalhar esses recursos da maneira como eles precisam ser trabalhados e assim chegarem na economia real”, afirmou.

Segundo ele, qualquer grande recurso que vai para a Finep, com exceção dos que chegam via Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), precisa entrar via BNDES ou qualquer outra instituição financeira. “O investimento que fazemos aparece, dada a nossa situação estrutural, como algo que não é caracterizado como investimento, mas como apoio ou transferência, portanto ele tem impacto no superávit primário da República. Isso é um limitante enorme, porque ficamos sempre como uma instituição dependente de outras – ou do BNDES, ou da Caixa, ou do Banco do Brasil, ou do próprio MCTI e do FNDCT”, disse. “É evidente que a Finep viu esses recursos crescerem, mas ao mesmo tempo, se olharmos por outro ângulo, a Finep foi perdendo autonomia para decidir em que lugar, em qual setor, em qual área ela poderia fazer esses investimentos”, acrescentou.

Ele também falou da necessidade de buscar novas fontes de recursos para a Financiadora. No ano passado, R$ 3,75 bilhão aplicados pela Finep vieram do Programa de Sustentação de Investimento (PSI), criado em 2008 para combater a crise. “O programa, no entanto, está previsto para acabar em dezembro de 2012. Por isso, a questão da estabilidade de recursos para a Finep continua na ordem do dia. Ou seja, para cumprir sua missão, a Finep deverá buscar outras fontes, para além do PSI e mesmo do FNDCT”, lembrou.

Leia a entrevista completa em: http://www.finep.gov.br/imprensa/noticia.asp?cod_noticia=2773

(Com informações da Finep)




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